Roberto Teixeira

Roberto Teixeira

Roberto Teixeira  //  Technologist and regular nerd helping a small company called Intel build great software products.

Jun 20 / 1:07pm

Mais um causo de empresa brasileira de desenvolvimento

Vou contar um causo que vai somar-se aos recentes comentários que fiz em relação ao tratamento dado a profissionais de desenvolvimento por essas bandas. Visitei certa vez uma empresa, cujo nome por razões óbvias não direi. É uma dessas fábricas de software que temos por aí. Não é nem de perto a maior delas, mas é relativamente grande, com algumas dezenas de profissionais. Não era a primeira vez que os visitava, já havia conhecido um pouco do local anteriormente. Desta vez, porém, fiquei conversando mais tempo com os desenvolvedores do que com executivos, principalmente porque declinei o convide destes últimos e fui almoçar com os primeiros. Em visitas anteriores, fiquei sabendo que a empresa enfrenta dois problemas graves -- e aqui listo os mesmos mais ou menos sintetizando o modo como me foram passados por um executivo daquela empresa:
  1. Dificuldade em conseguir bons profissionais
  2. "Concorrência e funcionários desleais"
Estes dois problemas resultam em dois sintomas: grande turnover e baixa produtividade. Agora é uma boa hora para explicar o que são, na visão da gerência da empresa, aqueles dois problemas mencionados acima. A dificuldade em conseguir bons profissionais é na realidade um pouco mais específica. O que o executivo diz é que você até pode encontrar gente boa no mercado, mas elas são muito caras. Não entrei em detalhes, até por não ser muito apropriado. Não sei exatamente quanto ganha um programador na empresa, mas tenho uma boa idéia. Não é salário de fome e, com sinceridade, acho que está bom para o nível de vários dos empregados por lá. Não me entendam mal, mas é uma fábrica de software, onde a grande maioria das tarefas diárias não são realmente problemas de grande complexidade. Ainda assim, mesmo uma fábrica de software como esta precisa de ao menos alguns "go-to guys" e é neste grupo que a empresa encontra dificuldades. O segundo problema é bem mais emblemático. A culpa seria de uma suposta deslealdade por parte dos funcionários e da concorrência. Em outras palavras, funcionários estavam saindo da empresa para trabalhar em concorrentes. O foco da raiva, na realidade, era Rodrigo (nome fictício). Rodrigo era o cara técnico. Formado na USP, estava fazendo mestrado e trabalhava na empresa desde que entrara como estagiário durante a faculdade. Rodrigo agora havia saído da empresa para ir trabalhar na IBM. Traição, é claro, depois de tudo o que a empresa havia feito por ele. Ou ao menos essa é a versão da empresa. Bem, de face daqueles problemas, a empresa resolveu fazer alguma coisa. O plano então foi:
Cortar o cafezinho.
Hã? O plano envolve mais que o cafezinho, é claro, mas o corte do cafezinho é emblemático. O plano, chamado de PRODUZIR, envolve basicamente as seguintes ações.
  • O café, antes disponível para todos, agora é apenas para gerentes, executivos e visitantes. A lógica é que muita gente tomava café junto com alguém, o que indicava que elas passavam muito tempo socializando ao invés de produzir;
  • Distribuição por toda a empresa de cartazes falando sobre a importância de PRODUZIR;
  • Criação do cargo de supervisor;
  • Relatórios diários sobre atividades realizadas.
São as duas últimas medidas que vão encher de calor seus corações. O supervisor era agora uma pessoa responsável por controlar algumas coisas, entre as quais os horários de entrada e saída de funcionários. O detalhe é que este horário não é entrada e saída da empresa, mas das baias. Os desenvolvedores devem notificar o supervisor quando vão almoçar ou, por exemplo, precisam ir ao banheiro. Cada um tem uma planilha impressa na qual o supervisor coloca o horário e você tem de assinar. Essa indignidade não deve ajudar muito no moral. Os relatórios são outra criação maravilhosa. Basicamente você precisa criar um relatório no final do dia listando as rotinas criadas ou editadas, a razão e, vamos lá, o número de linhas de código envolvidas. Tudo acompanhado do tempo que levou para fazer. Baseado no número de linhas e tempo levado, eles possuem uma métrica para gerar o "Índice PRODUZIR" que determina o se você é um funcionário que está produzindo de acordo com o que a empresa deseja. Além do Índice PRODUZIR, também é necessário que o tempo total das tarefas do dia tenha sido de 7 horas e 32 minutos. Sim, 32 minutos. Existe uma razão para isso, que tem a ver com o fato de os programadores não trabalharem nos sábados, o que faz com que o dia de trabalho seja de mais de 8 horas. A diferença entre o dia de trabalho nominal e as 7:32 é o tempo máximo que você pode ter passado no banheiro, por exemplo. Ou respirando. O outro problema, o do turnover de funcionários, eles não conseguiram atacar, já que é difícil de achar funcionários leais. Alguém duvida que o problema de turnover aumentou?

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Jun 16 / 8:50am

Mais sobre qualificação de desenvolvedores no Brasil

E mais um esforço sendo feito para desenvolver pessoal de TI no país, desta vez em Guaíba, RS.
 Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet - ASSEPRO-RS informa que no próximo dia 16 de junho serão abertas as inscrições para o Processo Seletivo aos Cursos Técnicos de TI da Escola Estadual de Educação Profissional Dr. Solon Tavares, do município de Guaíba. Os cursos técnicos oferecidos são três: Técnico em Desenvolvimento de Software, Técnico em Sistemas de Informação e Técnico em Redes de Computadores. Com duração de dois anos, os cursos são indicados para quem está no 2º ano ou já concluiu o ensino Médio.
É claro que isto não é garantia de nada e pode muito bem ser mais um gerador de certificações e diplomas como tantos outros, mas é interessante como de uma hora para a outra começaram a surgir estes esforços esporadicamente pelo país. "Inclusão digital" já é moda há tempos por aqui, mas era sempre coisas como cursinho de Linux, de "Internet" e coisas assim. Agora é que começaram a tentar formar desenvolvedores. Interessante. Para muitos leitores desse blog, talvez algo nisso vá incomodar:
Juntamente à assinatura do convênio, foi divulgada as parcerias com o Instituto Cultural e com o Centro de Inovação Microsoft, da PUC, para readequar os professores das escolas técnicas a ministrarem aulas de inglês e para capacitação tecnológica dos professores, respectivamente.
Obviamente pode-se esperar que os estudantes saiam conhecendo apenas as tecnologias Microsoft.

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Jun 16 / 5:45am

Parcerias trazem fábricas de software globais para o Brasil

Este artigo da Gazeta Mercantil nos conta que grandes empresas de tercerização (outsourcing) vão terceirizar seus trabalhos para parceiras brasileiras. Há dois pontos importantes aqui. O primeiro ponto é o de como empresas estão tercerizando não tarefas periféricas, mas sim seus próprios core businesses. Uma empresa de outsourcing tercerizar algo é uma corrupção de nosso tempo. Se quem vai fazer o serviço para o cliente final não é a empresa tercerizada, mas um parceiro, o que a empresa de outsourcing faz exatamente? Além de vender a marca, pouca coisa. "Gerencia". O segundo ponto, mais interessante para os leitores deste blog, é uma conseqüência do primeiro. Como mencionei em comentário de post recente, as empresas de outsourcing por própria definição do negócio, forçam-se a ter de manter custos com pessoal extremamente baixos. A lógica sendo:
  1. Empresa A resolve tercerizar seu TI, pois não faz parte de seu negócio.
  2. Empresa B oferece para cuidar do TI da Empresa A. Para que isso seja possível, obviamente o custo de contratar Empresa B tem de ser menor que o que a Empresa A gastava com TI, ou então simplemsente não valeria a pena a tercerização.
  3. Para Empresa B custar menos, obviamente tem de pagar menos aos funcionários do que a Empresa A pagaria. E é bem menos, pois Empresa B precisa pagar também seus outros custos operacionais e ainda gerar lucro.
Resultado, a tercerização baixa os salários dos desenvolvedores e administradores de sistema. Por outro lado, empresas de países do Primeiro Mundo tercerizam seus serviços para empresas do Terceiro Mundo, hoje em dia chamados de "países em desenvolvimento", por ser mais hip. Como os salários pagos por aqui são bem mais baixos que lá fora, fica fácil fazer este processo. Em muitos casos, aliás, ambos ganham, pois o salário mais baixo para os ricos pode ainda assim ser um salário decente por aqui. Mas agora imagine um nível a mais de terceirização. Ainda mais vinda de empresas da Índia, onde o custo de funcionário era absurdamente mais baixo que o nosso custo daqui (sei disso por experiência própria). Obviamente ou os trabalhadores da Índia começaram a custar mais ou nós estamos aceitando trabalhar cada vez por menos. Em tempo, sobre o artigo supra-mencionado, como a frase abaixo passa pela revisão de um jornal como a Gazeta Mercantil?
Já a Perot Systems, fundada por Ross Perot, que já concorreu à Presidência dos Estados Unidos e foi o fundador da EDS nos anos 1960.

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Jun 14 / 10:22am

Falta de profissionais qualificados no Brasil

De acordo com este artigo, a falta de pessoal qualificado no Brasil começa a atrapalhar nosso mercado.
A falta de profissionais qualificados, em razão da concorrência externa cada vez maior, poderá prejudicar os ambiciosos planos do governo federal, que estabeleceu como parte da Política de Desenvolvimento Produtivo, lançada em maio, a meta de atingir US$ 3,5 bilhões com as exportações de software e serviços em 2010.
De fato, como estou atualmente fazendo um trabalho junto a uma ONG para desenvolvimento de profissionais qualificados em TI, em especial no desenvolvimento de software, tenho visto informações sólidas sobre o problema. Uma pesquisa feita com country managers de multinacionais no Brasil identificou que como norma, as filiais brasileiras das grandes empresas têm grande atuação comercial, mas muito pouco trabalho técnico. O trabalho mais, digamos, glamuroso fica ou nos países originais das empresas ou na Ásia. À pergunta seguinte sobre o porquê disso, as razões dadas como principais foram esmagadoramente:
  1. Falta de domínio da língua inglesa
  2. Falta de profissionais qualificados
A falta do inglês já é fato muito bem discutido e reconhecido há muito tempo. A falta de profissionais qualificados, assumimos na ONG, viria, porém, das dificuldades que todos conhecemos para o acesso às faculdades. Sabemos bem que poucos somos os que tivemos a oportunidade de completar um curso superior. Muito menos são mestres ou doutores. Agora, porém, parece que outro problema existe.
A advertência foi feita nesta sexta-feira (13/6) por Celso Poderoso, coordenador de graduação tecnológica da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap). “Com empresas estrangeiras recrutando profissionais brasileiros de TI, o mercado nacional fica cada vez mais carente de recursos especializados, o que gerará uma barreira ainda maior à inserção internacional, principalmente das nossas micro e pequenas empresas”, comenta.
Disso tiramos que o nível técnico do profissional de TI brasileiro não é ruim. Somos apenas poucos. Os salários são em geral baixos e muitos de nós trabalhamos em empresas em que técnicos não são respeitados. Trabalhando em uma empresa americana e efetivamente sendo membro de uma equipe localizada lá, posso atestar a diferença de tratamento que recebo nos EUA em relação ao que acontece por aqui. É natural, portanto, que tantos de nós tenhamos efetivamente desistido das empresas brasileiras e mudado para empresas do primeiro mundo. Salários são melhores, os benefícios, sem comparação e você é efetivamente tratado como se fosse um profissional qualificado, não um "peão" (pode-se argumentar que o peão merece o mesmo respeito que o profissional qualificado, mas não vamos entrar no mérito).
"É necessário formar o maior número de profissionais, capacitá-los rapidamente para lidar com a tecnologia, especializá-los para gerar resultados para as empresas e dar-lhes boas condições de trabalho para que eles permaneçam no país” destaca [Poderoso.]
É fato que precisamos de mais profissionais formados e bem capacitados. Mas acho também que é necessário ter mais oportunidades reais para os bons profissionais pelas empresas brasileiras.

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Jun 8 / 8:54am

Computador para Todos: O grande sucesso do governo Lula

Quem me conhece, sabe que não sou fã do governo Lula, assim como não fui fã do governo FHC. Aliás, não consigo lembrar de um governo decente no país. Mas cada governo da nova democracia brasileira, com exceção clássica de José Sarney, trouxe pelo menos algumas coisas positivas.
  • O tão mal-falado Collor iniciou a abertura da economia. Foi este o governo que acabou com a maldita reserva do mercado de informática, que tanto nos custou.
  • Embora tenha nos feito a indignidade de ir pedir à Volkswagen pela volta do Fusca no país e de pouco mais ter feito, Itamar lançou o Plano Real, que acabou com o massacre da hiperinflação, que castigava os brasileiros de maneira cruel.
  • Os dois governos de FHC privatizaram grande parte do peso morto que eram as estatais e fizeram reformas de abertura econômica trouxeram a (relativamente frágil) estabilidade econômica que vemos hoje.
O atual governo não é diferente. Além de continuar as políticas de abertura econômica e responsabilidade fiscal iniciadas por Collor e FHC, Lula lançou algumas iniciativas sociais interessantes. Dentre elas, gostaria de destacar uma que me deixa bastante feliz, até porque tive o prazer de ter uma participação não-trivial nela: o programa Computador para Todos (originalmente PC Conectado). Originalmente o programa Computador para Todos era bem menos abrangente que o atual e bem mais limitado. Mesmo assim, seu sucesso instigou o governo a fazer ainda mais, criando um dos maiores mercados de computadores do mundo. No início, o ainda chamado PC Conectado era basicamente uma especificação mínima de software e hardware aliado a um preço máximo (R$ 1.499). Se você conseguisse criar um produto com os requisitos técnicos e fosse vender abaixo do preço máximo, o governo lhe dava alguns incentivos fiscais não triviais. Foi o primeiro de uma série de programas GAPP (Government-Assisted PC Purchase) criados nos países subdesenvolvidos. Trabalhei depois em outros, como o MiPC da Argentina e o Computadora Bolivariana da Venezuela (este certamente o programa mais abrangente, pois previa também o desenvolvimento de profissionais de informática), mas posso garantir que aquele que obteve maior sucesso foi o brasileiro. Embora tenha sido um sucesso, ele foi, com razão, chamado de "o maior programa de pirataria governamental do mundo". A razão disso é que o programa exigia que os computadores fossem distribuídos com sistema operacional Linux. "E qual o problema disso?" perguntarão-se os Linuxeiros. O problema pode ser facilmente exposto por dois causos reais. O primeiro ocorre na maior rede de varejo do país: as Casas Bahia.
Os vendedores vendem um PC Conectado para um cliente e, obviamente, tentam empurrar mais coisas. Vendem uma impressora. Ao chegar em casa, a impressora não funciona. Defeito? Não, simplesmente não é suportada na distribuição MixornaLinux (fictícia). Resultado: PROCOM e eventualmente a maior rede de varejo do país se recusando a vender computadores com Linux de novo.
O segundo causo é mais emblemático.
O dono de uma das maiores distribuições de Linux do programa, responsável por vender centenas de milhares de cópias de Linux no início do mesmo, me disse: "se as pessoas que comprarem PC Conectado com minha distribuição decidissem não colocar Windows pirata, eu quebraria. É um risco que eu corro."
Era assim porque ele não tinha pessoal de suporte. Não precisava. As pessoas compravam o PC Conectado e instalavam um Windows pirata. Isto não foi um fenômeno brasileiro. No Peru, por exemplo, você comprava o PC com um gravador de CD e tinha o direito de colocar um gravador de DVD por uma taxa. Para isso, você levava a CPU para um centro de serviço para a troca. De acordo com as empresas locais, eles nunca receberam uma única máquina para o serviço sem que esta estivesse rodando Windows, sendo que todas eram vendidas com Linux. A exigência brasileira de Linux criou um grande mercado para alguns picaretas que colocavam distribuição gratuítas (Fedora, Debian, etc) e apenas mudavam os nomes. Foi uma festa que durou mais de um ano e enriqueceu algumas pessoas no processo. Mas voltando ao sucesso do programa, este foi tão animador, que o governo fez algo que não é de maneira nenhuma normal em países como o Brasil: corte de impostos. O governo cortou impostos para importação de peças para montagem de computador. Como os cortes valeram para todo mundo, essencialmente se retirou os requisitos originais. O resultado foi uma queda de preços sem precedentes. Ontem eu estava com minha esposa em um mercado Extra fazendo compras. De repente anunciaram um computador em promoção. O computador em si não me interessava, mas fiquei interessado no preço. O anunciante continuou. O computador vinha com monitor LCD de 17" e Windows Vista e custava R$ 999 à vista ou 12 vezes "sem juros" de R$ 83,25. Nossa, pagávamos milhares de reais por computadores há poucos anos. Agora alguém pode ter um por apenas R$ 83 por mês. Não é de se estranhar, portanto, que o Brasil esteja crescendo e chegando às primeiras posições no mercado de PCs. É necessário dar os parabéns para o governo que tornou isso possível. Também às empresas que ajudaram. Sei que Positivo, Intel e Microsoft trabalharam duro para tornar este programa possível. Provavelmente outras também o fizeram. Para não dizer que tudo é perfeito, há uma área que inicialmente estava prevista no programa PC Conectado, mas que depois foi "esquecida", principalmente por lobby de algumas empresas de telecomunicações. Falta "popularizar" o acesso à Internet. Acessar a Internet ainda é muito caro com dial-up para grande parte da população e a banda larga está ainda mais longe da sua realidade. O governo precisaria diminuir o controle que alguns monopólios têm na Internet brasileira, aí sim Lula vai poder ir para a história como o presidente da inclusão digital.

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Jun 5 / 10:53pm

Olá, mundo!

Primeiro post do novo blog. Espero ter a disciplina para continuar a criar novos posts com freqüência. Meu planejamento é ter ao menos um post por semana, mas é possível que eu aumente esta freqüência no início, mas vou tentar não cair abaixo disso. Para começar, acho que nada melhor que uma apresentação. Sou Roberto Teixeira e trabalho com desenvolvimento de software há umas duas décadas. Comecei a programar na década de 80 em BASIC e em assembly Z-80. Eu adorava assembly e fiz muita coisa naquilo. No início, eu não sabia o que era um assembler (nem havia ouvido falar neles) e programava assembly escrevendo código de máquina. Como amei quando descobri o assembler pela primeira vez! Depois disso comecei a aprender Pascal e logo depois me interessei por C, linguagem que nunca mais deixei de usar, assim como C++. Já fui programador, fui engenheiro de sistemas, fui gerente de equipes de desenvolvimento, consultor e atualmente sou arquiteto-chefe na Intel. Ainda programo freqüentemente nas horas vagas, é claro. Minhas linguagens favoritas atualmente são o Python e, bem recentemente, o Ruby, em especial o Ruby On Rails para programação web. Tá, legal, mas e daí? O que você quer fazer neste blog? Boa pergunta, Flipper! Este blog tem dois propósitos:
  1. Fazer um brain dump e escrever coisas que se passam na minha cabeça;
  2. (Opcional) Iniciar um diálogo com outras pessoas como eu, ou seja, pessoas que trabalham ou ao menos amam o desenvolvimento de software.
Já se passaram muitos e muitos anos desde que comecei a brincar com BASIC...
10 CLEAR
20 PRINT "Olá, mundo!"
30 GOTO 20
Passei por muita coisa e acho que tenho uma boa experiência. Quero falar sobre projetos nos quais participei, problemas enfrentados e como os solucionamos, bem como aqueles problemas para os quais nunca achamos nenhuma solução. Quero falar também sobre o lido com desenvolvedores do ponto de vista de um gerente. Uma nota de aviso: não pretendo que este seja um blog dedicado a este ou aquele sistema operacional, editor de código, framework, etc. Quero falar sobre desenvolvimento de software em geral. Aceito recomendações de tópicos. Vamos lá, hora de se divertir.

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